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Cake Wallet
Cake Wallet

Carteira multicripto não-custodial construída em torno do Monero, com agregador de swap sem KYC e sem cadastro na camada da carteira.

XMR BTC LN ETH SOL

A Cake Wallet guarda as chaves no seu celular — e contorna os pedaços da cripto que pedem documento.

Uma carteira multicripto centrada no Monero que trata o KYC como problema dos outros e publica o código no GitHub.

Jurisdição United States
Em operação desde 2018
Categoria Carteiras
Rubrica v2.7

Como funciona

A Cake Wallet é um aplicativo móvel e de desktop multicripto que mantém as chaves privadas localmente no aparelho do usuário. O código é publicado sob licença MIT no GitHub pela Cake Labs LLC, com builds para Android, iOS, macOS, Linux e Windows. Após a instalação, o usuário recebe uma frase semente, escolhe uma senha local, e está dentro. Não há tela de cadastro, nem campo de e-mail, nem conta central que ligue uma carteira a uma identidade. A sincronização em segundo plano está disponível para o Monero, com a opção de apontar para um nó próprio ou rotear o tráfego pelo Tor. O swap embutido e o roteamento Lightning ficam por cima do mesmo cofre — a carteira em si nunca custodia fundos, mas o agregador que cota a operação é um terceiro.

KYC e privacidade

A carteira não coleta nada no cadastro porque não existe cadastro. Nenhum servidor da Cake guarda saldos, logs de transações ou dados de contato. A postura de privacidade se apoia em três pilares: um cofre não-custodial, builds com código aberto e a liberdade de usar o seu próprio nó e a sua própria conexão. O detalhe é o agregador de swap: quando um usuário roteia uma troca de Monero para Bitcoin, a Cake Wallet repassa a requisição para ChangeNOW, SideShift, SimpleSwap ou Trocador, e os dados que esses provedores enxergam são regidos pelas políticas deles, não pelas da Cake. O roteamento Lightning e o fluxo de cartões-presente do Cake Pay seguem o mesmo modelo — a Cake hospeda a interface, o parceiro pega o pedido. Sem KYC na camada da carteira; às vezes com KYC na camada do parceiro, dependendo do trilho e do valor.

Pontos fortes e limites

Onde a Cake se destaca é no seu fluxo Monero — nós remotos, chaves Tor, subendereços e uma UX que não pune quem escolhe XMR em vez de BTC. A cobertura de redes é mais larga do que a reputação da carteira sugere: BTC, Lightning, ETH, SOL, LTC com MWEB, BCH, Polygon, Nano, Decred, Zano, Wownero. Código aberto no GitHub desde 2018 significa um histórico de commits público e um rastreador de incidências público. A fraqueza mais citada é histórica: em maio de 2021 a equipe divulgou um gerador de números pseudoaleatórios fraco que afetava um subconjunto de seeds Bitcoin no formato Electrum legado; a correção foi publicada, e a v4.12.0 no fim de 2023 acrescentou avisos para usuários que ainda mantinham mnemônicos afetados. O episódio está documentado na pesquisa Milk Sad e no próprio changelog da Cake. No dia a dia, o custo mais pesado é a sincronização do Monero em celulares antigos; o seguinte é a camada de taxas que os agregadores cobram quando roteiam pelo swap interno. Também não há firma de auditoria externa nomeada publicamente, apenas a declaração da equipe de que o código é revisado com regularidade.

Veredicto

Sete anos depois, a Cake Wallet é um dos poucos clientes móveis que trata o Monero como cidadão de primeira classe e deixa o usuário controlar nós, Tor e seed sem disfarce. O episódio do PRNG de 2021 é o tipo de coisa a que projetos sérios sobrevivem — divulgado, corrigido, sinalizado no código. Usuários avançados vão notar a pilha de taxas de swap e a ausência de uma firma de auditoria nomeada; o resto vai apreciar a carteira que não pede nada.

veredicto.cake.diff +5 prós −4 contras
o que funciona
+ 01 Carteira multirrede não-custodial, código aberto no GitHub desde 2018, sob licença MIT
+ 02 Fluxo Monero sólido: nós remotos, chaves Tor, subendereços, sincronização em segundo plano
+ 03 Sem cadastro, sem e-mail, sem logs na carteira — as chaves ficam no aparelho
+ 04 Agregador de swap embutido (ChangeNOW, SideShift, SimpleSwap, Trocador) sem sair do app
+ 05 Builds para Android, iOS, macOS, Linux e Windows a partir de uma única base de código
o que saber
01 Vulnerabilidade PRNG de 2021 atingiu um subconjunto de seeds BTC no formato Electrum legado (divulgada, corrigida)
02 Parceiros agregadores podem aplicar o próprio KYC/AML em swaps roteados e em pedidos do Cake Pay
03 A sincronização do Monero ainda pesa em celulares antigos sem um nó remoto rápido
04 Nenhuma firma de auditoria de segurança externa nomeada publicamente nem relatório de auditoria datado

Uma carteira multirrede não-custodial cuja postura inteira se apoia nas chaves e nos nós do próprio usuário, e numa camada de swap que delega o KYC para quem assume a ordem. O episódio PRNG de 2021 foi divulgado, corrigido e amarrado em avisos dentro do app; nada desse peso voltou a aparecer desde então. Nota: A- (8,6/10). Confiança: TRUSTED.